A volta dos
mortos.
Por
Pedro Ivo - www.ilimite-se.weblogger.com.br
Às
vezes, alguns super-heróis morrem nas hq´s.
Ao menos, são dados como mortos. Isso acontece
basicamente por dois motivos:
1) “A
personagem não está vendendo”
2)
“Ela está vendendo bem, mas, se morrer,
venderá mais”. E quando ressussitar,
então, a gente ganha tubos de grana!”
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Quando
Superman morreu o título andava mal das
pernas. O “S” no peito dele não
rendia e aí decidiu-se que ele deveria
morrer. Criaram, para isso, um monstrengo a
altura de Superman e pronto. Tivemos (com o
perdão da palavra) um superfuneral.
O efeito foi muito positivo.
Atraiu antigos e novos leitores (como este que
vos fala). Deu uma atualizada no caráter
da personagem, além de promover uma série
de títulos especiais que hoje são
obrigatórios para qualquer colecionador
que se preze.
De tempos em tempos, é
o que acontece.
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O
mais recente dos mortos vivos foi uma surpresa.
Quando o primeiro Robin cresceu e foi viver
a vida, Batman decidiu trabalhar sozinho. Um
ou dois anos mais tarde, encontrou um moleque
de rua que tinha conseguido roubar os pneus
do seu batmóvel. Ele era rebelde, mas
muito determinado. Seu nome era Jason Todd e
em pouco tempo virou o segundo Robin.
Anos mais tarde, Robin morreu nas mãos
de Curinga na revista “Morte em Família”,
publicada em 1988. Antes de lançarem
o título, a DComics, editora responsável,
fez uma extensa votação para saber
se Robin deveria ou não morrer. Acabou
que o morcegão perdeu seu segundo pupilo. |
Quase
vinte anos depois, Jason Todd está de volta.
Adulto, mais forte e extremamente revoltado. Tornou-se
um violento justiceiro e promete dar muita dor de cabeça
para o Batman e o atual Robin.
E se a vida fosse como nos quadrinhos? E se a gente
morresse e inexplicavelmente voltasse? Imagine você
ver aquela pessoa que você gostava, provavelmente
um ente querido, bater na sua porta sendo que há
um mês ou dois você a viu sendo enterrada.
Existem
algumas estrofes dessa poesia chamada vida que eu às
vezes consigo ver ilustrada de um quadro pra outro num
gibi. |